Qual a história da mesada e como ela funciona hoje

Entenda mais sobre a polêmica mesada que muitos país administram aos seus filhos, enquanto outros não tem esta prática. Veja a história por traz dela e nossa opinião ao final.

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A prática de dar mesada foi desenvolvida no início do século XX, quando as compras de bilhetes para filmes, doces e brinquedos para crianças criaram preocupações sobre seus hábitos de gastos.

Durante a era progressiva (1890-1920), defensores de subsídios recomendaram que fossem oferecidos a crianças um suprimento regular - porém fixo - de dinheiro, para inculcar o respeito por ele.

Embora não tenha sido a primeira a defender subsídios - Lydia Maria Child, uma escritora abolicionista estadunidense, aprovou essa prática para incentivar a benevolência e a responsabilidade fiscal já em 1831.

As autoridades de educação infantil da era progressista juntaram-se a um coro muito maior de pessoas que pedia novos regimes de treinamento para lidar com o dinheiro gasto em revistas femininas e na literatura focada em conselhos parentais. Assim, começa a história da mesada.

Mesada

Os defensores que passaram a fazer parte da defesa da mesada acreditavam que as lições dadas em relação a gastos ensinavam a restrição fiscal melhor do que a economia feita de sua forma habitual.

Isso os colocou em desacordo com os defensores de práticas tradicionais, que valorizaram a poupança como uma virtude em si e acreditavam que ela favorecia a educação da época de uma forma geral:

Como se estende a história da mesada para hoje em dia?

Conceder às crianças a autonomia, ajuda-as a melhorar o seu gosto e a desenvolver hábitos de poupança à medida que aprenderam a abandonar doces e bonecos baratos para comprar bens mais caros.

Isso está, de acordo com especialistas, caminhando junto à ideia de que a educação deve ser moldada para a criança de forma individual. Estes meios educativos centrados na criança atendem aos fins que geram adultos conscientes, pois as crianças aprendem a gastar sabiamente dentro de um orçamento limitado.

Apesar do poder econômico infantil ter aumentado muito, pouco mudou desde a época acima citada. Os especialistas em crianças continuam a argumentar que as crianças com mesada aprendem mais sobre restrição fiscal enquanto crianças sem elas apenas como manipular o sustento familiar.

Não está claro, portanto o quanto os pais são guiados pela opinião de especialistas. Embora a história da mesada seja uma ferramenta educacional em teoria, a mesada é comumente vista como um direito econômico e um sinal de que as crianças do século XXI talvez devam seu conhecimento financeiro mais aos princípios da democracia familiar do que a qualquer outra coisa.

Minha opinião:

Como pai, acredito que a mesada pode sim ser um bom instrumento para ensinar os filhos a economizar e administrar aquilo que recebem, mas se o benefício for dado sem nenhuma supervisão, cobrança ou alguma contrapartida, pode também desenvolver um senso de irresponsabilidade e dependência, que não será bom nem para os pais, nem para os filhos.


 

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